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Término Pós- moderno de um idílio amoroso

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Entre lágrimas de saudade e memória das velhas vontades
Ei-la digitando na madrugada notívaga Por acaso espera alguma redenção? Ei, menina, como tua amiga mais antiga devo te alertar: Aparta desse corpo Tu agora é uma mulher Não é possível que prevaleça Essa angústia de querer Que de tempos em tempos avança entre nostalgias Não tens nenhuma beleza para escrever? Já não tivestes mais nenhuma alegria em companhia? Não é possível que tua insistência seja maior  Que a força de tua própria mente Entre tantras, meditações e exercícios de respiração Ainda espere do Acaso, do Cosmos, ou de qualquer outro botão A atitude que só poderia ser acionada pela vontade de mais de um. Em pleno mundo das selfies, dos crush's e das hastags Ela parece perdida submersa em lembranças Disse-me que era tão bom, muito melhor que hoje Confessou-me que tem medo de nunca mais amar  E só não é pior porque no mundo ela conheceu um dia, o amor Mas já não sabe amar o amor que lhe ensinaram Ela já não quer o turbilhão,…

Escreva, Ana!

Eu teria tantos assuntos e tantas coisas para escrever agora. Talvez como nunca antes na minha vida, amenidades, fatos, problematizações. Mas perdi o tino de escrever em diários e blogs. Continuo pensando muito e guardo tudo nos pensamentos. Ideias, motes, insights, tudo se perde tão rápido dentro de mim e nunca mais volta. Antigamente eu sempre levava um caderninho e escrevia. Mas hoje, as coisas têm sido tão líquidas e tantas coisas e pessoas deixam de fazer sentido tão rapidamente, que guardo tudo em meus botões.       Vejo tantos blogs na rede, enquanto o meu permanece aqui "abandonado". Logicamente hoje tenho outras prioridades, mas escrever despretensiosamente deveria ser uma delas. Por prazer, por deleite, desabafo, por querer. Um querer que tem se tornado cada vez mais raro nos tempos de lives, de mensagens de áudio, enfim. Será que alguém ainda vem aqui visitar e ler? Será que eu deveria apagar e seguir o novo fluxo e ritmo? Mudamos nossa forma de nos comuni…

Interrompendo a programação "normal"...

Boa noites caríssimos e caríssimas,

Ando um tanto ausente do mundo dos Blogs na vida pós-moderna tão cheias de demandas que tenho de fato priorizado tempo em outras coisas.  Ainda assim, em comemoração ao #OutubroRosa escrevi uma breve introdução para apresentar a poesia da amiga #FabianaMachado no Portal Terra de Lucas. Passa por lá e confere! Há braços, Anissíma.


#pelavidadasmulheres #meucorpominhasregras #empoderamento #quebrandotabus

O Profeta

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Fotógrafo: begemot Título: Alter Ego  
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                Segundo o dito popular: de poeta, professor e louco todo mundo tem um pouco.E acrescento a isso o Profeta. Sim, cada um de nós também tem um pouco disto, querendo anunciar boas novas ou incidir algumas palavras morais de aconselhamento.
                Acontece que para isso, há de haver a renúncia, o desprendimento, a prática. E nesse quesito, não passamos de profetas hipócritas, que não desce ao deserto de nós mesmos a clamar, mas que grita em praças e aturde os transeuntes, causando incômodo não pelo fato de pronunciarem, mas pela forma com que abordam as pessoas.
           Chega uma hora que os profetas acabam ignorados em suas comiserações. Profetas cansam por demasia, sobretudo estes que a falta de exemplo ridiculariza.
          Diante de tal excesso, as nossas preferências têm sido cada vez mais nos aproximarmos do que é humano, ainda que arrogante, ainda que falho, vaidoso e em processo de maturação…

Em que momento da tua vida você esbarrou no machismo?

Senta que lá vem TEXTÃAAO!
Eu me sinto incrivelmente identificada com as mulheres que usam as redes sociais para relatar e/ou denunciar situações de violência.
Comigo não foi assim, mas uma coisa posso dizer, me sinto inclusive encorajada a contar a minha história. Afinal, cada mulher fala de um lugar nessa sociedade de privilégios e eu entendo bem meu local de fala, respeito muito as vivências alheias e as interseccionalidades, ou como diz o ditado "Cada qual no seu canto sofre seu tanto".
Pois bem, desde cedo aprendi que precisava me defender do machismo. Uma vez que, todo mundo aqui sabe, na família tradicional brasileira a violência contra a mulher é prática corriqueira que se sustenta na expressão "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". No fundo, no fundo, todos/as nós sabemos como funciona pois vivenciamos em curta ou longa escala na vida, tenha sido com um avô, pai, tio, irmão, namorado, marido, até mesmos nos assédios de rua...em cada confusão …

Manual de como conquistar um amor

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Manual de como conquistar um amor
É propaganda enganosa e golpista
Palavras são perigosas
Quando a arte da conquista é tão trivial
Não se tem escrúpulos na tentativa de dominar um corpo
Na expectativa de uma noite ardente
E na perspectiva de alimentar o ego.

Para conquistar um amor
Há que se ter a leveza
De naturalidade e do caminhar com pés firmes
Fincados no chão da realidade
As visões românticas são ideais inatingíveis
Apenas frustram e criam atritos
Melhor estar sossegado no desassossego da incerteza.

Não aperte, não prenda, não se mede forças
Já chega de amor patriarcal!
Respeite o indivíduo, suas particularidades
Ame em liberdade
Isso não é receita
Isso não é padrão
Amar não cabe em  modelos
Simplesmente é.

Mas também deixa de ser
Quando não é alimentado
Quando ostentatado e ou barganhado.
Quer amar? Se ame.
Quer cuidar? Comece se cuidando!
Quer a admiração de alguém? Não faça personagens.
Simplesmente seja. Sem máscaras.

Entre verdades e mentiras
Defeitos e qualidades
Entre imp…

Papiro

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O que fazer quando a frieza do gélido coração alheio afetar o teu?
Escreve moça, escreve, não para que cesse a dor, mas para que se esvazie o peito e os pensamentos todos nublados e esvoaçantes se assentem no território de teu corpo.
Abandona este romantismo bobo e vil com que te ensinaram a amar. 
Se reveste da força de teu pranto e aprende de uma vez que se não faz bem não vale a pena. 
Quantos mais serão necessários para dar fim a esse vício? 
Melhor seria se nunca tivesse sido? Não! 
Melhor seria se tivesse sido e encerrado com palavras duras. 
Assim, não restaria nenhum elo, nenhum consentimento. E  então, sem nenhuma afetividade seguíssemos nossos rumos rotos.
Agora, eu que sempre sofro, choro e lamento, só quero escrever. Não pra eternizar, mas para me limpar desses detritos que fazem mal. 
Que já não cabe na mulher em mim. Que não tem laços com a vida que escolhi e tampouco merece que dispense tempo a lamentos e dores. 
Ces' t finnite em nome de verdadeiros afetos: amor próprio, cor…